Monday, January 22, 2007

escape

Cheguei a uma das escolas e acabei por saber que se tinham enganado no horário. Em vez de dar aula às 15h30, é só às 16h45…
Enquanto matutava no que havia de fazer no tempo livre que se me oferecia, lembrei-me que havia por perto um antigo convento e resolvi explorar a zona para o procurar. Foi um verdadeiro achado no meio de prédios feios e ruas cinzentas!
Pequeno. Branco. Silencioso. Inspirador.
Dei a volta por fora, passando os olhos por cada cantinho. Reparei nas gaivotas sobre os telhados – branco no branco contra o azul pálido e tímido do céu. Há palmeiras misturadas com árvores mais óbrias e adequadas ao lugar.
Entrei e fui dar a um pequeno pátio interior. Lindo na sua simplicidade. Vi uma exposição, espreitei a biblioteca pela janela.
Saí e sentei-me num banco próximo de um grupo de anciãs que punham a conversa em dia. Agora só sobram duas e um cão. Uma com uma manta sobre os ombros. A outra com um lenço enrolado várias vezes à cabeça. O cão ouve-as atentamente, enquanto os últimos raios de sol lhes alongam as silhuetas.
Tudo transpira paz, tranquilidade. O som de carros a passar é quase imperceptível.
Quem me dera ter trazido a máquina! Há tantos pequenos pormenores para guardar… Até os candeeiros são bonitos.
Começo a sentir frio. As palmeiras são só para enganar, porque de tropical este clima não tem nada.
Poucas são as pessoas que deambulam por aqui e eu agradeço a quietude. Está na hora de penetrar no rebuliço de uma sala cheia de miúdos. Sorriu ao pensar no contraste.

1 comment:

Kella said...

E onde é isso?